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domingo, 4 de março de 2012

LITURGIA DO 2º DOMINGO DA QUARESMA - 04/03/2012



UM PAI QUE SACRIFICA
O PRÓPRIO FILHO?
Domingo da transfiguração de Jesus, garantia da nossa própria transfiguração. Diferente de Abraão, Deus não poupou seu próprio Filho, que, por nosso amor, assumiu nossa natureza desfigurada e foi sacrificado sobre a cruz. Mas, a transfiguração foi o anúncio de sua ressurreição. Que hoje Ele nos alimente para sermos missionários da transfiguração da doença e da dor.

2º DOMINGO DA QUARESMA
1ª Leitura: Gn 22,1-2.9a.10-13.15-18
Salmo Responsório:  115
2ª Leitura: Rm 8,31b-34
Evangelho: Mc 9,2-10

EVANGELHO
MARCOS 9,2-10

Naquele tempo, 2Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e os levou sozinhos a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles.

3Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar.

4Apareceram-lhe Elias e Moisés, e estavam conversando com Jesus.

5Então Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”.

6Pedro não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo.

7Então desceu uma nuvem e os encobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!”

8E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus com eles.

9Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos.

10Eles observaram esta ordem, mas comentavam entre si o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”.

— Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.

HOMILIA
Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju - Sergipe

TRANSFIGURAÇÃO

Surpreende-nos, que neste tempo quaresmal, de tanta sobriedade, a Mãe católica nos coloque diante dos olhos Jesus transfigurado. Não seria mais adequado este texto num dos domingos da Páscoa? Cabe tanta glória, tanta luz, tanto esplendor, neste tempo de oração, penitência, esmola e combate espiritual? Mas, não duvidemos: a Igreja tem seus motivos; motivos sábios, motivos de mãe que educa com carinho.

Primeiramente, a glória de Jesus no Tabor, antegozo da sua ressurreição, anima-nos e alenta-nos neste caminho quaresmal. Ao nos falar da oração, da penitência, da esmola, ao nos exortar ao combate aos vícios e à leitura espiritual, a Igreja, fazendo-nos contemplar o Transfigurado, revela-nos qual o objetivo da batalha da Quaresma: encontrar o Cristo cheio de glória e, com ele, sermos glorificados. Olhai o Tabor, irmãos, e vereis o que o Senhor preparou para nós! Pensai no Tabor, e a penitência terá um sentido, as mortificações deste tempo serão feitas com alegria! Que diz o Evangelho? Diz que, diante dos apóstolos, Jesus transfigurou-se: “Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar”. Eis! A Transfiguração é uma profecia, uma antecipação da glória da Páscoa; e a Páscoa de Cristo é a garantia da nossa glorificação. Porque Cristo morreu e ressuscitou, nós também, mortos com ele, seremos daquela multidão vestida de branco, de que fala o Apocalipse! (Ap 7,9) Então, ânimo! As observâncias da santa Quaresma não são um peso, mas um belo caminho, um belo instrumento para conduzir-nos à Páscoa do Senhor!

Mas, a leituras de hoje colocam-nos também diante de uma outra realidade, bela e profunda. Comecemos pela primeira leitura, na qual Deus pede a Abraão tudo quanto ele tinha: “teu filho único, Isaac, a quem tanto amas”. Isaac era tudo para Abraão: por ele, tinha deixado Ur na Caldéia, por ele, tinha esperado mais de trinta anos, por ele, tinha suportado todas as provas... E, agora, já idoso, sem nenhuma possibilidade de ter mais filhos, agora que o menino já esta crescidinho e Abraão pensava poder descansar, Deus o pede a Abraão. Que prova, caríssimos! A fé de Abraão, aqui, chega quase que ao absurdo! Mas, ele foi em frente e “estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho”.

Deus tinha o direito de pedir isso a Abraão? Deus tem o direito de nos provar, de tantas vezes nos pedir coisas que não compreendemos bem? Tem o direito de pedir fé e confiança diante dos percalços da vida? Poderíamos responder dizendo simplesmente que “sim”, porque ele é Deus; deu-nos tudo e pode pedir-nos o que desejar. Mas, não é essa a resposta que a Palavra de Deus nos indica na liturgia de hoje. Ele nos pode pedir, certamente, e nós devemos dar, com certeza, porque ele mesmo, o nosso Deus, nos deu tudo! Ele, que pede que Abraão lhe sacrifique o filho único e amado, é o mesmo Deus que, como diz São Paulo, na segunda leitura deste hoje, “não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós!” Eis o grande mistério: Deus, no seu amor por nós – primeiro pelo povo de Israel, descendência de Abraão, e, depois, por toda a humanidade, com a qual ele deseja formar o novo povo, que é a Igreja – Deus, no seu amor por nós, entregou à morte o seu Filho único, o Amado, o Justo e Santo, aquele no qual ele coloca todo o seu bem-querer. Não é assim que ele no-lo apresenta hoje no monte Tabor? “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!” É este Filho que será entregue à morte. O Evangelho de Lucas nos diz que, precisamente nesta ocasião, Jesus transfigurado falava com Moisés e Elias “sobre a sua partida, isto é, a sua morte, que iria se consumar em Jerusalém” (Lc. 9,31). E no Evangelho de São Marcos, que escutamos, o próprio Jesus, ao descer da montanha, “ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos”. Compreendei, caríssimos: sobre o monte Tabor, com o Transfigurado envolto em glória, paira a sombra da paixão, da morte do Filho amado e único, que o Deus de Abraão entregará por nós até o fim. Ao filho de Abraão, a Isaac, Deus poupou no último momento; não poupará, contudo, o seu próprio Filho!

Isso nos revela a dimensão do amor de Deus, da sua paixão pela humanidade, do seu compromisso salvífico em nosso favor! Ele pode nos pedir tudo, caríssimos, e nós deveríamos dar-lhe tudo, porque, ainda que não compreendamos, ele deseja somente o nosso bem, a nossa vida, a nossa salvação. Somos preciosos a seus olhos! Escutai o apóstolo: "Se Deus é por nós, quem será contra nós? Deus que não poupou seu próprio filho, mas o entregou por todos nós, como não nos daria tudo juntamente com ele? Quem acusará os escolhidos de Deus? Deus, que os declara justos? Quem condenará? Jesus Cristo, que morreu, mais ainda, que ressuscitou, e está à direita de Deus, intercedendo por nós?” Eis, pois, amados em Cristo, a dimensão e a profundidade, a largura e a altura do amor de Deus por nós! Deixemo-nos, portanto, tocar no nosso coração; convertamo-nos! Abramo-nos para o Senhor! Arrependamo-nos de nossas indiferenças, de nossa frieza, de nosso fechamento! Tenhamos vergonha de tanta incredulidade e desconfiança de Deus, simplesmente porque não entendemos seu modo de agir! Que Santo Abraão, nosso pai na fé, e a Santíssima Virgem Maria, nossa Mãe na fé, intercedam por nós para uma verdadeira conversão quaresmal. E que, realizando com generosidade a amor, as práticas quaresmais, cheguemos às alegrias da Páscoa e contemplemos nos santos mistérios da liturgia, a face do Cristo glorificado.

ORAÇÃO
Ó Deus, que nos mandastes ouvir o vosso Filho amado, alimentai nosso espírito com a vossa palavra, para que, purificado o olhar de nossa fé, nos alegremos com a visão da vossa glória. Amém!

Editado por MFC ALAGOAS

sábado, 3 de março de 2012

CASAMENTO: A APRENDIZAGEM DO PRAZER - Artigo de Deonira La Rosa


CASAMENTO: A APRENDIZAGEM DO PRAZER

S
aber criar ou recriar momentos de prazer é essencial ao ser humano. Ter prazer é o meio pelo qual o ser humano experimenta e nutre seu desejo de viver e, reciprocamente, é seu desejo de viver que lhe permite criar prazeres. Esta interação constitui a história de cada um com a vida e o prazer. Cada qual carrega consigo sua história, sua cultura familiar e religiosa, suas experiências, as quais são responsáveis por modelar nele sua capacidade de dar-se e de dar prazer. Em especial, o modo como cada um se relacionou e se relaciona com o próprio corpo atua como um inibidor ou um facilitador das experiências de prazer, já que o prazer é da ordem do sentir corporal.

A BUSCA DO PRAZER NO CASAMENTO
O meio mais natural, senão o mais fácil, de mostrar o amor, no casamento, é criar prazer juntos e permanecer enamorados. Pode um cônjuge dizer ao outro Eu te amo, mas teu prazer me é indiferente? Eu te amo, mas não tenho mais desejo de dar-te prazer? Eu te amo, mas meu prazer não depende de ti?

Quando o casal não consegue encontrar junto o prazer, ele está em perigo. Se os desprazeres ultrapassam os prazeres, podemos dizer que o motor que move o casal está com falta de combustível.

O prazer do qual estamos falando não é apenas o prazer sexual. Embora as relações sexuais sejam a fonte e a expressão privilegiadas do prazer, todos os outros prazeres podem ter a função específica de fazer explodir a conivência profunda do casal. Esses momentos de prazer, encontrados nos projetos conjuntos do casal, na realização de seus sonhos, nos momentos de lazer, na superação conjunta das dificuldades, nutrem o desejo de viver e são o combustível de que falávamos antes. Por tudo isso, fica combinado, é preciso cuidar do prazer! Quando ele lhe é dado com facilidade, aproveite! Quando o período é sombrio e as dificuldades se acumulam, procure-o com esperança e perseverança, seu casamento tem necessidade dele para viver.

E O SACRIFÍCIO TEM LUGAR NA VIDA DE UM CASAL?
Uma renúncia ao prazer, aos desejos e impulsos naturais, tem sentido quando feita para o bem, próprio ou de outrem. O parceiro muitas vezes será a motivação e a inspiração para o sacrifício, mas ele não é o seu determinante. Aquele que o faz quer obter algo melhor e mais rico, a médio e longo prazo, por isso sacrifica o que é prazer a curto prazo. Este tipo de sacrifício é obviamente desejável numa vida comum prazerosa. Mas a renúncia que lesiona a própria individualidade e fere os próprios limites é indesejável e traz conseqüências danosas para o relacionamento, porque uma das partes sente que a outra lhe deve algo e pode cobrar o que desejar sem respeitar as possibilidades do outro.

Para que um casamento seja de fato uma união verdadeira de corpos e almas, será necessário que os cônjuges tenham a liberdade de escolha reafirmada ao longo do casamento, no qual as renúncias jamais resultem em lesões à vida de cada um. O casal deve ter bem presente que sacrifícios têm sentido quando deles se extrai o bem e o crescimento da própria vida. Os sacrifícios que violentam e desrespeitam os próprios limites trazem prejuízos e lesões, em nada construtivos.

Embora seja certo que encontraremos em todo casal um número significativo de diferenças que exigem sacrifícios, para bem administrá-las, também é necessário que exista um número grande de igualdades. Não só de oposições se faz um vínculo de casal, pois, com tudo difícil e sacrificado, a vida se tornaria um inferno. Quase nada aconteceria com facilidade e prazer, um teria sempre de fazer um esforço para encontrar-se com o outro e raramente aconteceria gostarem das mesmas coisas. Enfim, a vida em comum seria composta de muitos sacrifícios, renúncias e desencontros e, nestas condições, dificilmente as diferenças poderiam ser vividas de maneira criativa.

Num relacionamento de casal é preciso que em muitos aspectos as coisas sejam prazerosas, leves e fáceis, e os cônjuges concordem sem esforço, valorizem ou gostem espontaneamente de muitas coisas em comum e que existam atividades pelas quais os dois se interessem e onde se encontrem como bons companheiros.

Como tudo o que é vivo, a relação conjugal sadia deve ter os momentos de encontro e os de confronto, nos quais as vivências das polaridades e diferenças possam trazer transformações. Se do sacrifício não resultam transformações, para que o sacrifício?

O casal que vive com prazer o companheirismo, com certeza terá mais facilidade para administrar o sofrimento quando este se fizer sentir e não puder ser evitado.

sexta-feira, 2 de março de 2012

MFC REALIZA ENCONTRO DE NOIVOS EM SANTO ANTÔNIO DA PLATINA-PR

Fotos do 1º Encontro de Noivos de 2012


O
 Movimento Familiar Cristão de Santo Antônio da Platina – Paraná realizou nos dias 25 e 26 de fevereiro o 1º ENCONTRO DE NOIVOS DE 2012.

O encontro teve a participação de 17 casais e foram trabalhados os temas: Pessoa Humana Amor e Diálogo (Carlos e Márcia); O Sacramento do Matrimônio (Pe. Rosinei); O Matrimônio no Plano de Deus e Vivência Matrimonial (Valter e Célia); A Sexualidade na Vida do Casal e o Milagre da Vida (Justo e Nice); e Paternidade Responsável e a Família Cristã no Mundo de Hoje (Arruda e Rose).

A equipe de trabalho foi composta pelos casais: José Miguel e Hélia (coordenação), Paulino e Márcia, Valter e Célia, Henrique e Adriane, Edson e Marli, Márcio e Kátia, e Piu e Eva.

Concluíram o encontro os casais: Alan e Viviane, André e Jacqueline, Edson e Igiane, Everton e Priscila, Fernando e Camila, Gilmar e Jéssica, Gustavo e Eliane, José Fernandes e Catarina, Juliano e Glace Kelly, Luiz Henrique e Aline, Luiz Paulino e Veridiana, Paulo Roberto e Rosimar, Reginaldo e Elieide, Renan e Naraysa, Thiago e Elaine, Júlio Cezar e Ariane, Claudinei e Melissa Antunes.

O próximo Encontro de Noivos organizado pela ECCi de Santo Antônio da Platina está agendado para os dias 19 e 20 de maio de 2012.

quinta-feira, 1 de março de 2012

COMO DEUS AGE EM NOSSAS VIDAS - Artigo de Alex Gasparini

COMO DEUS AGE
EM NOSSAS VIDAS
Alex Gasparini
Movimento Familiar Cristão do ABC – São Paulo
Alex Gasparini

E
le sempre age, apesar da liberdade e capacidade que nos deu de tocar a própria vida.

Mas para percebermos como e quanto Ele age, é preciso colocar-se sob Ele, em total confiança, é preciso se esforçar para retribuir todo o amor recebido, e isto somente é possível no relacionamento humano.

Quanto menos somos egoístas mais próximos de Deus ficamos.

É somente nesta proximidade que vem a força contra qualquer mal e disposição para continuar firme no bem.

Mas ninguém fica próximo do DEUS PAI, O CRIADOR, sem estar trilhando o caminho, sem ter um "Mestre", um intercessor.

Escolher JESUS é o meio de ligar-se inconfundivelmente a Deus, sem possibilidade de erro.

Jesus é filho, Deus é Pai, somos irmãos de Jesus, filhos do mesmo Pai.
Quem não entende isto, quem não aceita isto, realmente não tem chance, não vai encontrar em lugar algum, em culto algum, caminho de verdadeiro amor.

Encontrar no outro um pai, ou um novo filho, ou um irmão, uma outra mãe.

Deus age na sua vida, mas se quiser entender em plenitude como isto funciona, esteja aberto a amar todas as pessoas.

E tudo que o estiver dando errado na sua vida, assuma primeiro a sua parcela de culpa (que sempre é grande), e entenda que lhe cabe MUDAR SUA FORMA DE CAMINHAR.

Pois se você anda pondo a culpa em Deus, apesar de tantas coisas boas que Ele já colocou na sua vida, você está é bem distante Dele.

Que tal se dedicar mais a entender como era que Jesus caminhava?

Ao enfrentar os seus problemas, pergunte-se como Jesus faria. Jesus enfrentou situações muito difíceis, penosas, martirizantes, humilhantes, perigosas. Como ele agia?

É da mesma forma que Ele ainda age, com todos nós, do modo como consta no Evangelho, que tão pouca importância você dá!

Nenhuma oração pronta faz bem se você não entender todo o significado de cada frase e cada palavra.

Nenhuma oração tem mais força do que aquela que brotar do seu coração.

Mas, CORRIJA O SEU AGIR, senão, você continuará bloqueando o AGIR DE DEUS!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

CORREIO MFC BRASIL Nº 281


FRATERNIDADE E CONCÍLIO
Dom Demétrio Valentini
Bispo de Jales (SP) e Presidente da Cáritas Brasileira

Dom Demétrio Valentini
Neste ano a memória do Concílio Vaticano II se faz presente de maneira especial. Já se passaram 50 anos de sua abertura, em 11 de outubro de 1962. É uma data que vale a pena ser celebrada.

M
as não é preciso esperar outubro para descobrir nos anais da história os vestígios deste vasto acontecimento. Com a chegada da Quaresma, nos deparamos com uma iniciativa que é herdeira legítima da fecundidade histórica do Concílio.

Trata-se da Campanha da Fraternidade. Ela leva a marca registrada do Concílio. Não se entenderia a consolidação desta campanha, sem relacioná-la com o contexto conciliar que criou o ambiente, onde ela pôde nascer e se desenvolver, até criar as raízes sólidas que cada ano reproduzem novos rebentos de sua vitalidade.

De fato, basta conferir as datas, para perceber a íntima relação da Campanha da Fraternidade com o desenrolar do Concílio. Ela foi realizada a primeira vez em 1962, justo no ano da primeira sessão conciliar. Foi lançada por três dioceses, sob a liderança da Arquidiocese de Natal, no Rio Grande do Norte. No ano seguinte, já eram dezesseis dioceses que a assumiam em conjunto. Para em 1964 ser assumida por toda a CNBB.

Atrás destas datas, percebemos o cenário maior do processo conciliar em plena ebulição. Cada ano, os bispos passavam mais de dois meses em Roma, participando dos trabalhos conciliares. Os brasileiros estavam hospedados na "Domus Mariae”, a casa da Ação Católica Italiana. O ambiente era propício para a convivência fraterna e para o diálogo em torno das questões eclesiais suscitadas pelo Concílio.

Compreende-se então que uma iniciativa como esta, em sintonia com as propostas conciliares, fosse olhada com simpatia, e logo assumida pelos bispos, sequiosos de colocar em prática as orientações pastorais decorrentes do Concílio.

De fato, desde o seu inicio a Campanha da Fraternidade tentou inserir os valores que o Concílio ia explicitando. Daria para elencar diversos. O primeiro destes valores era a nova consciência de pertença eclesial, despertada pela visão de Igreja como Povo de Deus. Não é por acaso que o lema da primeira Campanha em nível nacional, em 1964, era exatamente este: "Lembre-se: você também é Igreja”.

Outro valor que emergia com força dos debates conciliares era a missão dos bispos e a importância de sua comunhão episcopal, como co-responsáveis pela Igreja. Pois bem, a Campanha se apresentava como um ótimo instrumento para assumir na prática esta comunhão, dando força à ação de cada bispo em sua respectiva diocese.

Não menos insistente era a urgência da Igreja se inserir na realidade, levando sua presença de serviço fraterno e de estímulo para a participação dos leigos na vida social e política. A Campanha assumia esta preocupação, escolhendo temas de interesse da sociedade, e estimulando a reflexão e a participação organizada.

Em todo o caso, neste ano em que nos propusemos "revisitar o Concílio”, por ocasião do jubileu de 50 anos de sua abertura, encontramos na Campanha da Fraternidade um dos seus frutos mais consistentes e maduros. Se queremos encontrar vestígios da caminhada positiva despertada na Igreja pelo Concílio, temos na Campanha da Fraternidade um exemplo eloquente e altamente meritório.

Além do seu tema, desta vez a própria Campanha da Fraternidade, por sua trajetória histórica, nos interpela e nos desafia a retomar o clima de intensa participação eclesial, que o Concílio despertou com generosidade, mas que precisa ser retomado e sustentado.

A Campanha da Fraternidade continua nos lembrando que "todos somos Igreja”, com direito a participar de sua vida, e com o dever de assumir sua missão.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

MFC CURITIBA PROMOVE MISSA E MARCA REUNIÃO DE ECCi

Osmar e Noeliza, membros do Colegiado de Curitiba


O
 Movimento Familiar Cristão de Curitiba – Paraná reiniciou suas atividades com uma Missa em Ação de Graças, às 19 horas do domingo, 26, celebrada no Santuário Nossa Senhora Salette.

Após a celebração eucarística de abertura das atividades, os mefecistas se reuniram para uma confraternização partilhada com refrigerantes, doces e salgados.

O segundo encontro do colegiado curitibano está marcado para o dia 6 de março, a partir das 19h45min, no Santuário Nossa Senhora da Salette para a reunião da Equipe de Coordenação de Cidade com a presença de dirigentes e coordenadores de Equipes de Base.

A reunião da ECCi servirá para avaliar o desempenho do MFC e seus Grupos de Base, estabelecer metas e trocar informações referentes às atividades mefecistas no âmbito de Curitiba. Durante a reunião serão entregues os carnês de pertença referentes ao período 2012. Os membros ativos das Equipes de Base também são convidados a participar da reunião.

Após a reunião o Colegiado de Curitiba oferecerá um saboroso lanche aos presentes.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

MFC DE MAMONAS-MG PROMOVE O II ARRAIÁ


O
Movimento Familiar Cristão de Mamonas – Minas Gerais realiza nos dias 19 e 20 de maio próximo, na Quadra Poliesportiva de Mamonas, o II ARRAIÁ DO MFC DE MAMONAS.


A programação tem inicio no sábado, dia 19, a partir das 21 horas, com a apresentação da “Quadrilha do MFC” e um “Grande Show de Forró”.

No domingo, dia 20, a festa tem inicio às 8 horas da manhã com a tradicional “Moda de Viola” com artistas da região; Leilão e Bingo de frangos; Barraquinhas com comidas e bebidas típicas da época; e várias outras atrações para a família mefecista, seus familiares e amigos.

Comitivas de Cavaleiros e Amazonas de Mamonas e Monte Azul participarão do II ARRAIÁ DO MFC DE MAMONAS.

Em breve, a organização colocará à venda as mesas que poderão ser reservadas através do telefone (38) 9928-4926 ou com a ECCi-Mamonas.  

domingo, 26 de fevereiro de 2012

LITURGIA DO 1º DOMINGO DA QUARESMA - 26/02/2012





 Fraternidade e Saúde Pública:
“Que a saúde se difunda sobre a terra!” (Eclo 38,8)

Jesus convida todos a acolher com alegria o Reino de Deus que está próximo. Muitos pensam que a Quaresma é um tempo só de tristeza em que se recordam os sofrimentos de Jesus. Na verdade, a Quaresma é uma caminhada preparativa para a Páscoa. É tempo forte de conversão, de reconciliação e de mudança de vida. É tempo de abundantes graças de Deus.

1º DOMINGO DA QUARESMA
1ª Leitura: Gn 9,8-15
Salmo Responsório:  24
2ª Leitura: 1Pd 3,18-22
Evangelho: Mc 1,12-15

EVANGELHO
MARCOS 1,12-15

Naquele tempo, 12o Espírito levou Jesus para o deserto. 13E ele ficou no deserto durante quarenta dias, e aí foi tentado por Satanás. Vivia entre animais selvagens, e os anjos o serviam.

14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15“O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!”

— Palavra da Salvação.

- Glória a vós, Senhor.

HOMILIA
Dom Henrique Soares da Costa
Bispo Auxiliar de Aracaju - Sergipe

Chegaram, para nós, os sagrados dias da Quaresma: dias de oração, penitência, esmola, combate aos vícios e leitura espiritual. Esses dias tão intensos nos preparam para as alegrias da Páscoa do Senhor. Estejamos atentos, pois não celebrará bem a Páscoa da Ressurreição quem não combater bem nos dias roxos da Quaresma.

A Palavra que o Senhor nos dirige já neste primeiro domingo é uma séria advertência neste sentido. A leitura do Gênesis nos mostrou como Deus é cheio de boas intenções e bons sentimentos em relação a nós: depois de haver lavado todo pecado da terra pelo dilúvio, misericordiosamente, o Senhor nosso Deus fez aliança com toda a humanidade e com todas as criaturas: “Eis que vou estabelecer minha aliança convosco e com todos os seres vivos! Nunca mais criatura alguma será exterminada pelas águas do dilúvio.” E, de modo poético, comovente, o Senhor colocou no céu o seu arco, o arco-íris, como sinal de paz, de ponte que liga a criatura ao Criador: “Ponho meu arco nas nuvens, como sinal de aliança entre mim e a terra!” Com esta imagem tão sugestiva, a Escritura Sagrada nos diz que os pensamentos do Senhor em relação a nós são de paz e salvação. Podemos rezar como o Salmista: “Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos; sois o Deus da minha salvação! Recordai, Senhor, meu Deus, vossa ternura e a vossa salvação, que são eternas! O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores!”

Ora, se já a aliança após o dilúvio revelava a benignidade do coração de Deus, é em Cristo que tal bondade, tal misericórdia, tal compaixão se nos revelam totalmente: “Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus!” Não é este Mistério tão grande que vamos celebrar na Santa Páscoa? Nosso Senhor, morto na sua natureza humana, isto é, morto na carne, foi justificado, ressuscitado pelo Pai no Espírito Santo para nos dar a salvação definitiva, selando conosco a aliança eterna, da qual aquela de Noé era apenas uma prefiguração. Deus nos salvou em Cristo, dando-nos o seu Espírito Santo, recebido por nós nas águas do Batismo, que purificam mais que aquelas outras, do dilúvio! Nunca esqueçamos: fomos lavados, purificados, gerados de novo, no santo Batismo. Somos membros do povo da aliança nova e eterna, somos uma humanidade nova, nascida “não da vontade do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (Jo 1,12). Somos o povo santo de Deus, povo resgatado pelo sangue de Cristo, povo que vive no Espírito Santo que o Ressuscitado derramou sobre nós. Uma grande miséria dos cristãos destes tempos nossos é terem perdido a consciência que somos um povo sagrado, vivendo entre os outros povos do mundo. Brasileiros, argentinos, mexicanos, estadunidenses, europeus, asiáticos, africanos... não importa: aqueles que crêem em Cristo e nele foram batizados, são a sua Igreja, são o povo santo de Deus, congregado no Corpo do Senhor Jesus, para formar um só templo santo no Espírito de Cristo! Somos um povo que vive entre os pagãos, um povo que vive espalhado por toda a terra, Igreja dispersa pelo mundo inteiro, que deve viver no mundo sem ser do mundo! A miséria nossa é querermos ser como todo mundo, viver como todo mundo, pensar e agir como todo mundo. Isso é trair a nossa vocação de povo sagrado, povo sacerdotal, povo que deve, com a vida e a boca cantar as maravilhas daquele que nos chamou das trevas para a sua luz admirável! (cf. 2Pd. 2,9) Convertamo-nos! Sejamos dignos da nossa vocação!
Eis o tempo da Quaresma! Somos convidados nestes dias a retomar a consciência de ser este povo santo. E como fazê-lo? Como Jesus, o Santo de Deus, que passou quarenta dias no deserto em combate espiritual, sendo tentado por Satanás. A Quaresma é um tempo de deserto, de provação, de combate espiritual contra Satanás, o Pai da mentira, o enganador da humanidade. Sem combate não há vitória e não há vida cristã de verdade! A Igreja, dá-nos as armas para o combate: a oração, a penitência e a esmola. A Igreja nos pede neste tempo, que combatamos nossos vícios com mais atenção e empenho; a Igreja nos recomenda a leitura da Sagrada Escritura e de livros edificantes, que unjam o nosso coração. Deixemos a preguiça, cuidemos do combate espiritual! Que cada um programe o que fazer a mais de oração. Há tantas possibilidades: rezar um salmo todos os dias, rezar todo o saltério ao longo da Quaresma, rezar a via-sacra às quartas e sextas-feiras.

 Quanto à penitência, não enganemos o Senhor! Que cada um tire generosamente algo da comida durante todos os dias da Quaresma (exceto aos domingos); que se abstenha da carne às sextas-feiras, como sempre pediu a tradição ascética da Igreja, que tire também algo das conversas inúteis, dos pensamentos levianos, dos programas de TV tão nocivos à saúde da alma! E a esmola, isto é, a caridade fraterna? Há tanto que se pode fazer: acolher melhor quem bate à nossa porta, aproximar-nos de quem necessita de nossa ajuda, reconciliarmo-nos com aqueles de quem nos afastamos, visitar os doentes e presos... No Brasil, a Igreja procura também dá um tema e uma direção comunitária à caridade fraterna, com a Campanha da Fraternidade. Assim, os Bispos pedem que, neste ano, nossa caridade comunitária esteja atenta ao problema da segurança pública e sua causas. Que nós estejamos mais atentos aos problemas ligados à segurança, recordando sempre que a paz verdadeira e duradoura é fruto da justiça: justiça como obediência ao Senhor Deus e justiça como reto comportamento em relação ao próximo, que significa respeito pela dignidade do outro, espírito de partilha e de solidariedade que socorre nas necessidades. Quanto ao combate dos vícios, que cada um veja um vício dominante e cuida de combatê-lo com afinco nesses dias! Escolha também uma leitura espiritual para o tempo quaresmal, leitura que alimente a mente e o coração. Esta leitura, mais que um estudo, deve ser uma oração, um refrigério para o coração, uma leitura edificante, que nos faça tomar mais gosto pelas coisas de Deus... Vamos! Deixemos a preguiça, combatamos o combate da nossa salvação! Finalmente, que ninguém esqueça a confissão sacramental, para celebrar dignamente a Páscoa sagrada. Se alguém não puder se confessar por se encontrar em situação irregular perante Cristo e a Igreja, que não se sinta excluído! Procure o sacerdote para uma direção espiritual, uma revisão de vida e peça uma bênção, que, certamente, não lhe será negada.
Não é a confissão, não permite o acesso à comunhão sacramental, mas é também um modo medicinal de aliviar o coração e ajudar no caminho do Senhor!

O importante, em Cristo, é que ninguém fique indiferente a mais essa oportunidade que a misericórdia do Senhor nos concede! Notem que somente depois do combate no deserto é que Jesus nosso Senhor saiu para anunciar a Boa Nova do Reino. Também cada um de nós e a Igreja como um todo, somente poderá testemunhar o Reino que Cristo nos trouxe se tiver a coragem de enfrentar o deserto interior e combater o combate da fé! Não recebamos em vão a graça de Deus! Que ele, na sua imensa misericórdia, nos conceda uma santa Quaresma!

ORAÇÃO
Concedei, ó Deus onipotente, que ao longo desta Quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder a seu amor por uma vida santa. Amém!

Editado por MFC ALAGOAS

sábado, 25 de fevereiro de 2012

BOM DIA, MFC! - Artigo de Alex Gasparini

BOM DIA, MFC!
Alex Gasparini
Engenheiro Mecânico, MFC do ABC – São Paulo

N
unca fui partidário de levantar muito alta a bandeira mefecista, pois apreciaria mais que todos juntos levantassem um imenso estandarte de Jesus!

Mas ainda bem que existe a liberdade religiosa (afinal, onde ficaria o livre arbítrio) e ainda mais bem que há tanta liberdade de expressão de fé na nossa Igreja, a Católica.

Não sei por que alguns se denominam CARISMÁTICOS, pois cada serviço, cada pastoral, cada movimento tem os seus carismas, todos TEMOS de ser carismáticos. Uns ressaltam o louvor ao Espírito Santo ou a Maria, uns a evangelização no ambiente de trabalho, outros vão acudir os mais excluídos, outros como o MFC investem na harmonia conjugal e na dinâmica da reflexão em grupo do evangelho e de assuntos emergentes para construir o alicerce para a boa educação dos filhos, a formação da Igreja Doméstica, o engajamento nas paróquias, o devido espírito crítico-construtivo para atuar em ações sociais e políticas em defesa da dignidade humana.

Após 16 anos engajados no MFC (também atuando no ECC, Dízimo, Coordenação Diocesana da Pastoral Familiar e Formação de Noivos para o Sacramento do Matrimônio) minha esposa e eu só temos a agradecer a todos que já se dedicaram na continuidade e fortalecimento destas dinâmicas que usamos, no todo deste aprendizado. Pois nosso movimento não é lugar para omissos, para quem só disfarça e lamenta e nunca “arregaça as mangas e dá a cara para bater”. Muitos nos deixaram por não suportarem as naturais cobranças do comprometimento, várias equipes moldaram outro estilo de fazer reuniões, distante do proposto, visando “cozinhar o galo em banho-maria”. E temos de conviver com os que se dizem mefecistas, mas não saberiam dizer nada sobre o movimento nem o que aprenderam nele, agradecem o acolhimento e a amizade angariada, mas qualquer outro evento é mais importante do que participar de uma reunião, o que dirá de uma tarde de formação!

Num destes dias comentei com o meu gerente que é muito Mariano, que já foi muito engajado no ECC e Curso de Noivos, que eu era membro do Movimento Familiar Cristão. Ele me disse que não gostava do MFC e quando perguntei o motivo ele respondeu que “Vocês não são Santos!”.

Aí! Quantas pessoas ao longo destes mais de 20 séculos cristãos a Igreja Católica reconheceu como Santos? Muitas, não é mesmo? Tantas que ninguém sabe de cabeça o nome de todas!

Mas representam um percentual quantitativamente insignificante perante tantos cristãos que já existiram, existem, e somente por Graça de Nosso Senhor vão continuar existindo.

Ainda bem que em qualidade, Santos e Santas são de muita importância, são provas de que é possível seguir Jesus muito mais do que nós, os “normais”, estamos fazendo.

Sou um Cristão, Pai de Família, em seguida manifesto-me mais como mefecista católico, já que não recusaríamos irmãos evangélicos em nosso meio (mas eles não nos aceitam, o que é muita pena).

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

MFC SANTO ANDRÉ-SP PARTICIPA DE REUNIÃO COM BISPO


O
 Movimento Familiar Cristão de Santo André – São Paulo participou no último dia 13 de fevereiro, no Centro Pastoral Diocesano, da primeira reunião organizacional do ENCONTRO DAS FAMÍLIAS COM O BISPO, evento tradicional na Diocese de Santo André que acontece sempre no meio do ano.

A reunião contou com a presença de todos os movimentos e pastorais a serviço da Diocese de Santo André, de Dom Nelson Westrupp (Bispo Diocesano), do Padre Nelson (Coordenador Diocesano de Pastoral), do Padre Vanderlei Ribeiro (Coordenador da Comissão do Anúncio), do Padre Vanderlei Nunes (Pastoral Familiar) e do Diácono João Lázaro e Roseli (pela Família Diaconal).

Na reunião ficou definido que o “ENCONTRO DAS FAMÍLIAS COM O BISPO” acontecerá no dia 30 de junho, a partir das 16 horas, em local a ser definido posteriormente em nova reunião.

Na primeira parte do Encontro os casais que fazem parte do Movimento Familiar Cristão (MFC), Pastoral Familiar, Equipes de Nossa Senhora e ECC participarão da palestra de Dom Nelson Westrupp, scj, e na segunda parte a fala, acompanhada das músicas, de Padre Zezinho.

A próxima reunião acontecerá no dia 12 de março, no mesmo local.

Fonte: Portal da Diocese de Santo André-SP